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Cristiny On Line

Sabe Senhor,ainda não entendi: naquele dia viemos a pracinha como sempre fazíamos.Ahh! Que alegria a minha estar passeando com meu amado dono. Lá chegando, me deu as costas, entrou no carro e nem me disse adeus. Olhei para os lados sem entender nada e sem saber o que estava acontecendo e disparei atrás dele chamando insistentemente. Tentei segui-lo e quase fui atropelado. O que eu teria feito de tão errado?A noite, quando ele chegava abanava o rabinho cheio de alegria por ele ter voltado, mesmo que ele nem se lembrasse de mim e fosse ao quintal me fazer um carinho. As vezes eu latia porque tinha estranhos no portão.Não poderia deixá-los entrar sem avisar meu dono.Quem sabe foi minha dona que me mandou ser abandonado. Será que eu estava dando muito trabalho? Mas e as crianças. Elas me adoravam.Como sinto saudades, Senhor. Puxavam meu rabinho e as vezes doía e eu ficava danado, mas logo ficávamos amiguinhos novamente. Creio que elas nem sabem o que aconteceu e pensam que eu fugi. Estou morrendo de saudades, estou faminto, só bebo água suja, meus pêlos caíram quase todos.Nossa! Como estou magro. Sabe meu Pai, aqui neste cantinho que arrumei, faz muito frio e o chão está todo molhado. Não tenho mais quem goste de mim e não tenho mais aquele sorriso de alegria de antes. Creio que hoje vou me encontrar com o Senhor. Aí no Céu vou atravessar a ponte do arco-íris e meu sofrimento vai acabar. Senhor, mesmo em espírito eu vou ter permissão para encontrar as crianças? Senhor, peço não por mim, mas por meus irmãozinhos. Ameniza-lhes o frio igual ao que eu sinto agora. O alimento do amor também lhes foi negado. Mata-lhes a sede com água pura de seus ensinamentos transcritos ao homem. Elimine a dor da doença extirpando a ignorância da Terra. Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos apregoados como religiosos, pesquisas em laboratórios e tudo mais. Ampare as cadelinhas e gatinhas que verão seus filhinhos morrerem de fome, frio e pestes, sem nada poderem fazer. Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados nas ruas e nos abrigos dos animais, pois dentre todos os males, o que mais doeu foi a dor do abandono.Recebe, Pai, nesta noite gélida, minha alma, não pelo meu sofrimento, mas pelo dos que ficaram.Com meu último pensamento aqui na Terra, para meus donos que tanto amo, me despeço com amor e carinho.


"Recolha um animal de rua, dê-lhe de comer e ele nunca lhe molestará:
eis a diferença fundamental entre o homem e o animal."


Gente Humilde
Tem certos dias Em que eu penso Em minha gente E sinto assim Todo meu peito Se apertar Porque parece Que acontece de repente Como desejo de eu viver Sem me notar Igual a como Quando eu passo No subúrbio E muito bem Vindo de trem De algum lugar Ai me dá uma inveja dessa gente Que vai frente Sem nem ter com que contar São casas simples com cadeiras na calçada E na fachada Escrita em cima Que é um lar E na varanda cores tristes e baldias Como a alegria de não ter Onde encostar Ai me dá uma tristeza no meu peito Pelo despeito De eu não ter como lutar Eu que não tenho Peço a Deus por minha gente É gente humilde Que vontade de chorar
(Angela Maria)

Sempre haverá
Sempre haverá um alguém que eu possa alegrar
Sempre haverá a alegria que eu queira cantar
Sempre haverá uma paixão que eu possa viver
Sempre haverá a vida que eu queira saber
Sempre haverá um amigo que eu possa abraçar
Sempre haverá o abraço que eu queira esperar
Sempre haverá uma saudade que eu possa sentir
Sempre haverá o sentimento que eu queira traduzir
Sempre haverá uma criança que eu possa acariciar
Sempre haverá a carícia que eu queira ganhar
Sempre haverá uma flor que me possa enternecer
Sempre haverá a ternura que eu queira ter
Sempre haverá uma ilusão que eu possa sonhar
Sempre haverá o sonho que eu queira realizar
Sempre haverá uma tristeza que eu possa remir
Sempre haverá a remissão que eu queira permitir
Sempre haverá um carente que eu possa ajudar
Sempre haverá a ajuda que eu queira doar
Sempre haverá uma beleza que eu possa ver
Sempre haverá a visão que eu queira merecer
Sempre haverá uma sorte que eu possa jogar
Sempre haverá o jogo que eu queira mostrar
Sempre haverá uma dor que me possa afligir
Sempre haverá a aflição que eu queira exprimir
Sempre haverá uma dúvida
que me possa atormentar
Sempre haverá o tormento que eu queira cultivar
Sempre haverá um medo que eu possa combater
Sempre haverá o combate que eu queira vencer
Sempre haverá uma face que eu possa beijar
Sempre haverá o beijo que eu queira dar
Sempre haverá uma verdade que me possa ferir
Sempre haverá a ferida que eu queira omitir
Sempre haverá uma mulher que eu possa amar
Sempre haverá o amor que eu queira ofertar
(José Antônio Gama de Souza / Balzac Leopoldina-MG.)
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Rifa-se um Coração (Quase Novo).
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade
está um pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos, e cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente
que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado,
coração que acha que Tim Maia estava certo
quando escreveu... "não quero dinheiro,
eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".
Um idealista...
Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece,
e mantém sempre viva a esperança de ser feliz,
sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações
e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste
em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que,
abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado
indicado apenas para quem quer viver intensamente e,
contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida
matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de
contas:
" O Senhor poder conferir", eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer".
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro
que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que,
ainda não foi adotado, provavelmente,
por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar, mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário
a publicar seus segredos e, a ter a petulância
de se aventurar como poeta.
(Clarice Lispector)

Vencerás
Paciência constante atrai a luz do céu...
Se o momento é de crise,
Não te perturbes, segue...
Serve e ora, esperando
Que suceda o melhor.
Queixas, gritos e mágoas
São golpes em ti mesmo.
Silencia e abençoa,
A verdade tem voz.
Paciência constante
Atrai a luz do Céu.
Acalma-te, servindo
E vencerás com Deus.

(Emmanuel- Do livro "Busca e Acharás"/Psicografia Francisco C. Xavier)
INSTITUTO ANDRÉ LUIZ / Site Espírita André Luiz

" Tenha Fé "
Ensinou-nos o grande Mestre que a cada dia bastam suas próprias obras.
Por que, então, preocupar-se com o que poderá lhe acontecer?
Passamos um tempo enorme destruindo nossa felicidade preocupando-nos com coisas
que nunca aconteceram.
Procure lembrar de momentos de sua vida nos quais as coisas se passaram
exatamente dessa forma, ou seja, os acontecimentos desagradáveis não ocorreram.
Devemos, é verdade, estar preparados para contratempos que surjam, mas viver em
função deles... isso não.
Esqueça-os, confie e acredite: com fé em Deus nada de ruim lhe sucederá.

(O Evangelho no Lar/Mensagens Angel)
Agradeço a amiga Luciana pelo lindo destaque.
Muito obrigada, é lindo.
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http://amor.semlimites.zip.net

Agradeço ao querido amigo Roberto - HALMAGUERREIRA pelo
lindo selo.
Muito obrigada.

Agradeço as amigas Sandra e Marie pelo carinho
que me receberam na Sala de visitas do CMI.
Agradeço também as amigas que me visitaram.
Obrigada a todas.
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